segunda-feira, fevereiro 16, 2026
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EUA ATACAM VENEZUELA E CAPTURAM MADURO: Trump ordena bombardeios, presidente venezuelano é preso e levado para fora do país

Operação militar ocorre exatamente 35 anos após a captura de Manuel Noriega no Panamá; Caracas reage com estado de emergência e acusa Washington de agressão imperialista

Os Estados Unidos lançaram ataques militares diretos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), numa operação que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, segundo anúncio do presidente Donald Trump. De acordo com a Casa Branca, Maduro foi preso, retirado do território venezuelano e colocado sob custódia dos EUA, onde deverá responder a acusações criminais.

A ação marca uma escalada histórica do conflito entre Washington e Caracas e acontece exatamente 35 anos após a prisão do ditador panamenho Manuel Noriega, detido pelas forças americanas em 3 de janeiro de 1990.

Trump confirma bombardeios e prisão de Maduro

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que os EUA realizaram um “ataque em larga escala contra a Venezuela e o seu líder”, confirmando que Maduro e a esposa foram capturados e retirados do país. Segundo o presidente norte-americano, a operação envolveu forças militares e agências de segurança dos EUA.

Trump informou ainda que mais detalhes serão apresentados numa conferência de imprensa em Mar-a-Lago, marcada para as 11h (horário da Costa Leste).

Maduro é formalmente acusado nos Estados Unidos desde 2020 por crimes de narcoterrorismo, tráfico de drogas e conspiração internacional, acusações que sempre negou.

Operação foi conduzida pela Delta Force, dizem fontes

Autoridades norte-americanas disseram que a captura de Maduro foi executada pela Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA especializada em missões de alto risco. A mesma força foi responsável pela operação que matou o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em 2019.

Segundo senadores republicanos, a ação militar teve como objetivo exclusivo garantir a execução do mandado de prisão, não estando previstas novas operações no território venezuelano neste momento.

Recompensa de US$ 50 milhões e acusações de narcoterrorismo

O governo dos EUA mantinha uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à captura de Maduro — valor duplicado no último ano.

O Departamento de Justiça acusa Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles, alegadamente em colaboração com a guerrilha colombiana FARC, para traficar cocaína e armas para os Estados Unidos. Embora alguns analistas questionem a existência de uma estrutura centralizada do cartel, Washington classificou o grupo como organização terrorista estrangeira.

Caracas reage: estado de emergência e mobilização militar

Em resposta imediata, o governo venezuelano declarou estado de emergência, classificando os ataques como a “mais grave agressão militar da história do país”.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, anunciou a mobilização total das Forças Armadas, apelou à unidade nacional e pediu calma à população. Apesar de falar em ordens de Maduro, não confirmou nem negou oficialmente a captura do presidente.

Já a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu prova de vida e a localização exata de Maduro, acusando os EUA de violarem o direito internacional.

Alvos atingidos e explosões em Caracas

Segundo fontes da oposição venezuelana, os ataques norte-americanos atingiram infraestruturas estratégicas, incluindo:

  • Fuerte Tiuna – principal complexo militar de Caracas
  • Base aérea de La Carlota
  • Porto de La Guaira
  • Instalações de comunicações e energia

Explosões foram ouvidas em várias zonas da capital, com relatos de incêndios, cortes de energia e aeronaves militares sobrevoando Caracas.

EUA suspendem voos e alertam cidadãos

A Administração Federal de Aviação (FAA) proibiu voos comerciais americanos sobre a Venezuela, citando riscos de segurança. O Departamento de Estado orientou cidadãos norte-americanos no país a abrigarem-se imediatamente.

Reação política nos EUA: críticas e dúvidas legais

A ofensiva gerou forte reação no Congresso. O senador democrata Ruben Gallego classificou a operação como “ilegal”, enquanto o republicano Mike Lee questionou a base constitucional da ação militar sem autorização formal do Congresso.

Apesar das críticas, tentativas recentes de bloquear ações militares contra a Venezuela foram derrotadas no Legislativo.

Apoios e condenações internacionais

  • Cuba condenou os ataques como “terrorismo de Estado”.
  • O governo venezuelano pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
  • A líder da oposição, María Corina Machado, elogiou publicamente Trump e afirmou que mais pressão internacional é necessária para remover Maduro do poder.

Um paralelo histórico: Maduro e Noriega

A captura de Maduro ocorre no mesmo dia em que Manuel Noriega foi preso pelos EUA, após a invasão do Panamá em 1989. Noriega acabou condenado por tráfico de drogas e passou décadas em prisões nos EUA, França e Panamá.

O simbolismo da data reforça a mensagem de Washington: líderes acusados de crimes internacionais não estão fora do alcance militar dos Estados Unidos.

 

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