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Akeem Matsinhe reage a alegações nas redes sociais e diz aguardar contacto formal do Banco de Moçambique

Instituição liderada por Neemias Akeem Matsinhe afirma estar operacional e promete cooperação total com as autoridades

Contexto e reacção oficial

A Wassala University, instituição associada ao mentor Neemias Akeem Matsinhe, conhecido como King Wassala, veio a público reagir às informações que circulam nas redes sociais envolvendo o seu nome e a alegada intervenção do Banco de Moçambique.

Numa nota oficial datada de 9 de Janeiro de 2026, a instituição afirma que ainda não recebeu qualquer notificação formal da autoridade reguladora e que irá, por iniciativa própria, aproximar-se do Banco de Moçambique para confirmar a existência — ou não — de um processo oficial.

A posição surge num momento em que o debate digital se intensifica, alimentado por especulações, interpretações parciais e ausência de informação oficial detalhada.

Compromisso público com transparência e legalidade

No documento, a Wassala University sublinha que a sua actuação institucional assenta em três pilares que considera inegociáveis: verdade, transparência e integridade.

Segundo a nota, esses princípios orientam todas as decisões da organização e moldaram a reputação construída ao longo dos últimos anos junto da sua comunidade académica, parceiros e seguidores.

“Reiteramos o nosso compromisso em esclarecer qualquer situação de forma transparente e dentro dos trâmites legais adequados”, lê-se no comunicado.

A instituição reforça ainda que, caso venha a ser confirmada uma notificação formal por parte do Banco de Moçambique, os esclarecimentos serão prestados de forma colaborativa e sem reservas.

Funcionamento normal e recado ao público

Um dos pontos centrais da comunicação prende-se com a tentativa de conter danos reputacionais. A Wassala University garante que continua plenamente operacional, mantendo as suas actividades e serviços sem interrupções.

A mensagem dirige-se directamente à sua base de apoio, num tom que procura tranquilizar estudantes, parceiros e seguidores num ambiente mediático marcado por incerteza.

A direcção da instituição agradece, de forma explícita, a confiança do público, numa altura em que a credibilidade passou a ser disputada também no espaço digital.

Quando as redes sociais antecipam os factos

O caso ilustra um fenómeno cada vez mais frequente em Moçambique e na região: as redes sociais a funcionarem como tribunal informal, muitas vezes antes de qualquer pronunciamento oficial das entidades competentes.

Especialistas em comunicação institucional alertam que, nestes contextos, o silêncio prolongado tende a agravar percepções negativas, enquanto respostas apressadas podem comprometer estratégias legais futuras. A Wassala University optou por uma via intermédia: reconhecer o debate público, sem validar acusações ainda não formalizadas.

O que se segue?

Até ao momento, não existe confirmação pública de uma notificação directa do Banco de Moçambique à Wassala University ou ao seu fundador. O próximo passo anunciado é o contacto institucional directo com o regulador financeiro, o que poderá clarificar o enquadramento legal do caso.

Enquanto isso, o episódio reabre discussões mais amplas sobre educação privada, actividades financeiras paralelas, regulação e responsabilidade pública, temas sensíveis num país onde a literacia financeira e digital ainda enfrenta desafios estruturais.

Num ambiente em que rumores viajam mais rápido do que documentos oficiais, a resposta da Wassala University procura ganhar tempo, preservar imagem e afirmar disponibilidade para o escrutínio legal. Resta saber se os próximos dias trarão confirmações formais — ou se o caso ficará como mais um exemplo de julgamentos precipitados no espaço digital.

Até onde vai o direito à informação e onde começa o dever de responsabilidade?

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