Depois de duas décadas a lançar estrelas, o lendário reality show moçambicano renasce em 2025 com o apoio da multinacional Sasol e promessa de um espetáculo ainda mais grandioso.
O Fama Show está oficialmente de volta. Após uma breve pausa, o programa que marcou gerações e revelou nomes incontornáveis da música moçambicana regressa com nova energia, novas parcerias e uma missão clara: descobrir e transformar talentos em estrelas.

O Grupo Soico (STV) anunciou o retorno do reality musical durante a assinatura de um memorando de entendimento com a Sasol, multinacional que se torna o parceiro oficial desta edição. O acordo foi formalizado na sexta-feira, 7 de novembro, e abre caminho para uma temporada que promete elevar o padrão do entretenimento nacional.
O renascimento do palco que lançou mais de 150 artistas
Criado em 2005, o Fama Show foi responsável por revelar mais de 150 artistas que hoje brilham em Moçambique e no exterior. Vinte anos depois, o projeto regressa não apenas como um programa televisivo, mas como um símbolo da força criativa moçambicana.
As inscrições para o casting regional começaram esta sexta-feira e decorrem até 22 de novembro, marcando o início oficial da nova jornada do espetáculo. As audições decorrerão em Nampula, Inhassoro, Sofala e Maputo, culminando com a gala nacional no início de 2026.
“O Fama Show é dividido em fases: inscrições, triagem, casting e galas. Queremos que cada etapa seja uma celebração da música e do talento nacional”, explicou Valter Tembe, Diretor de Programas do Grupo Soico.
Parceria estratégica com a Sasol: cultura como motor económico
Com o apoio financeiro e institucional da Sasol, o evento ganha novo fôlego e projeção. Para a empresa, investir em cultura é investir em desenvolvimento.
“Ao patrocinarmos o Fama Show, estamos a apoiar algo que gera valor económico e social. As indústrias criativas são o coração da inovação e da identidade nacional”, destacou Mateus Mosse, Diretor de Relações Corporativas da Sasol.
A assinatura do memorando contou com a presença da Secretária de Estado da Cultura, Matilde Muocha, que elogiou o compromisso das duas entidades com o fortalecimento das artes em Moçambique.
“O Fama Show sempre foi um motor da criatividade moçambicana. Sem investimento, o talento não floresce. Este regresso marca uma nova era para o setor cultural e criativo nacional”, afirmou.
Galas entre janeiro e abril: quatro meses de pura emoção
As galas do Fama Show 2026 decorrerão entre janeiro e abril, tendo como palco principal a Arena 3D, em Maputo. Serão 12 galas, culminando com a eleição dos três grandes vencedores, definidos pela combinação dos votos do júri e do público.
O evento promete ser uma celebração da juventude, da arte e da esperança, com a promessa de inspirar toda uma nova geração de artistas.
“Queremos construir uma geração e deixar um legado” — Daniel David
Para Daniel David, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico, o regresso do Fama Show simboliza a continuidade de um sonho coletivo.

“Há 20 anos, plantámos a semente deste projeto. Hoje, vemos os frutos espalhados pelo país e pelo mundo. O nosso objetivo é construir uma geração e deixar um legado que ultrapasse a música”, afirmou.
O Diretor-Geral da Sasol, Ovídio Rodolfo, reforçou que o envolvimento da multinacional vai além do patrocínio financeiro. A empresa quer criar oportunidades concretas de rendimento para jovens, especialmente nas zonas próximas das suas operações, como Inhassoro, Vilankulo e Govuro.
“Queremos despertar talentos adormecidos e dar-lhes palco. A música é uma ferramenta poderosa de inclusão e transformação”, sublinhou.
Mais do que um espetáculo: uma celebração da alma moçambicana
Para Daniel David, esta edição do Fama Show é mais do que um concurso — é um ato de afirmação cultural.
“A música tem o poder de tocar a alma. Num momento de tristeza, ela traz alegria; num momento de alegria, traz emoção. Queremos lembrar aos moçambicanos que somos um povo de cultura, esperança e criatividade.”
O compromisso da Sasol com o evento reforça a visão de que a cultura é também uma força económica e espiritual, capaz de unir gerações e projetar Moçambique no mapa das indústrias criativas africanas.

Conclusão: o regresso que reacende a chama da cultura nacional
Com o regresso do Fama Show, Moçambique volta a ter o seu maior palco de talentos, agora fortalecido por uma parceria estratégica entre o Grupo Soico e a Sasol.
Mais do que uma competição, este é um movimento de valorização da arte moçambicana, que promete revelar novas vozes e reafirmar o orgulho cultural do país.
E você, acredita que o Fama Show pode voltar a mudar a música moçambicana? Deixe a sua opinião nos comentários e participe deste renascimento cultural.
FONTE: O PAIS